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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ao meu bem-querer


Doce lembrança

Ao doce mar azul, luz da manhã
ao teu lado num delicioso mistério
da perfeita união do mais quero
sentir na boca o gosto do teu romã

Suave, singelo, o mastro de tua forma
feito porto das mais belas frutas
esta árvore que tudo transforma
o sucesso final de nossas lutas

ao passar formosamente por mim
toda parte rubra de teu corpo
dá sentido a minha vida o teu sim

Romã, planta punicácea feliz
permitiu que acordasse desse sonho torpo
amalgando a mim a luz de Ana Beatriz!




Escrevi esse poema para minha esposa, referência em minha vida. Já escrevi outros e não irá parar neste, pois os fatos, os acontecimentos, tudo é história; história viva, intensa e dinâmica. 

Hoje, numa tarde de primavera, quente com névoa úmida, cá estou pensando nela, nos teus contornos, na tua forma suave, singela...

Aos poucos, o sol, a luz da manhã, reflexo de teus olhos, irrompe o firmamento sem pedir licença; magistralmente invade as horas sustentando o ar que respiro, o fim de minha sede e o brilho de meus olhos.

Obrigado, amálgama de minha vida, fonte de toda inspiração! 






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