Doce lembrança
Ao doce mar azul, luz da manhã
ao teu lado num delicioso mistério
da perfeita união do mais quero
sentir na boca o gosto do teu romã
Suave, singelo, o mastro de tua forma
feito porto das mais belas frutas
esta árvore que tudo transforma
o sucesso final de nossas lutas
ao passar formosamente por mim
toda parte rubra de teu corpo
dá sentido a minha vida o teu sim
Romã, planta punicácea feliz
permitiu que acordasse desse sonho torpo
amalgando a mim a luz de Ana Beatriz!
Escrevi esse poema para minha esposa, referência em minha vida. Já escrevi outros e não irá parar neste, pois os fatos, os acontecimentos, tudo é história; história viva, intensa e dinâmica.
Hoje, numa tarde de primavera, quente com névoa úmida, cá estou pensando nela, nos teus contornos, na tua forma suave, singela...
Aos poucos, o sol, a luz da manhã, reflexo de teus olhos, irrompe o firmamento sem pedir licença; magistralmente invade as horas sustentando o ar que respiro, o fim de minha sede e o brilho de meus olhos.
Obrigado, amálgama de minha vida, fonte de toda inspiração!