Daisypath Anniversary tickers

domingo, 9 de outubro de 2011

Tempo novo; tempo feliz!

"(...) nada do que foi; será do jeito que já foi um dia (...)".

Hoje sou um homem novo. Um homem feliz. Mais forte. Mais garrido. Um homem predestinado em ser ainda mais feliz, fazendo minha esposa feliz. Amanhã, 1 mês de casado. Que alegria! Mesmo com tantos plantões e domingos distante de minha amada, a missão será cumprida: ser feliz, fazendo minha esposa feliz. 

Muito obrigado, meu Deus, por essa graça, por essa união selada por amor e com amor!

Para inaugurar esta nova fase, eis um belo texto: 




Antes que elas cresçam


Affonso Romano de Sant'Anna

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

É que as crianças  crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram  para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta   dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais  vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir  sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio  subiam a serra ou iam à casa de  praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo  com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio  dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha  terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

O texto acima nos foi enviado, gentilmente, pelo próprio autor.

Conheça o autor e sua obra visitando "Biografias"."

sábado, 10 de setembro de 2011

Obrigado!

...é hoje! Passo após passo numa caminhada que começava a rascunhar a firme construção do amor lá pelo tempo de escola. Entre corredores e salas de aula, olhares e desejos embarcaram num só sonho: ser feliz no amor. Pois bem, o amor, não sendo aquele sentimento de fonema fácil e corriqueiro, mas sim o coletivo de sensações e de emoções altruístas, em que se tudo ganha. 

Meu bem, minha preciosa, 

quero porque quero sorrir ao teu lado
andar ao teu lado
sonhar e viver ao teu lado
na saúde ou na enfermidade
nas alegrias ou na tristeza
de dia e de noite
todas as horas e momentos 
de minha vida
com muito e sempre amor!

Obrigado, meu Deus, pela vida; pela minha vida; pela vida de minha noiva e hoje minha esposa; pela vida de meus pais, irmãos e sobrinhas; pela vida de meus sogros e familiares; pela vida de meus amigos; pela vida de todos os padrinhos e suas famílias; pelos mestres e chefes, que souberam respeitar, ensinando-nos a viver com retidão, ética e competência; pela vida de todas as pessoas que trabalharam ou ajudaram direta ou indiretamente, principalmente, pela vida de nossas amadas cerimonialista (Rosinha Talayer), Decoradora (Vanessa) e professora de dança (Tatiana). 

Muito obrigado, meu Deus!


Senhor: Fazei de mim um instrumento de vossa Paz.
Onde houver Ódio, que eu leve o Amor,
Onde houver Ofensa, que eu leve o Perdão.
Onde houver Discórdia, que eu leve a União.
Onde houver Dúvida, que eu leve a Fé.
Onde houver Erro, que eu leve a Verdade.
Onde houver Desespero, que eu leve a Esperança.
Onde houver Tristeza, que eu leve a Alegria.
Onde houver Trevas, que eu leve a Luz!


Ó Mestre,

fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando, que se recebe.
Perdoando, que se é perdoado e
é morrendo, que se vive para a vida eterna!
Amém!

La Clochette, n° 12, dec. 1912, p. 285.

domingo, 4 de setembro de 2011

O que a voz não diz; a emoção revela.

A seis passos; a seis dias do primeiro grande dia! Muito quero dizer ou escrever, mas a emoção não permite. Parece que o feito já se completa; porém a obra nunca se acaba. O amor, nosso amor, é essa obra inacabada, sempre em busca da beleza suprema, da perfeição sublime. Não me canso jamais de agradecer a Deus, nosso Senhor e Redentor, pela dádiva de nos conceder paz e saúde e a todos de nossa família. Aos meus sogros, que, por bondade infinita, souberam acolher-me tão bem na graça de seu lar com muito carinho e respeito; aos meus pais, que, por amor infinito e altruísta, souberam doar-se, dividindo integralmente seus valores, princípios e carinho a mim e aos meus irmãos numa simples síntese substancial - educação; aos nossos amados padrinhos, que um a um sabem ofertar o vital calor e força de suas presenças de suas vidas; aos nossos queridos e imprescindíveis amigos, que dominam a arte de nos manter, engrandecendo, como pessoas cada vez melhor. 

E para terminar este ciclo de postagens, existem duas vozes a dizer: 




Noivado
(Augusto dos Anjos)


Os namorados ternos suspiravam,
Quando há de ser o venturoso dia?!
Quando há de ser?! O noivo então dizia
E a noiva e ambos d'amores s'embriagavam.

E a mesma frase o noivo repetia;
Fora no campo pássaros trinavam.
Quando há de ser?! E os pássaros falavam,
Há de chegar, a brisa respondia.

Vinha rompendo a aurora majestosa,
Dos rouxinóis ao sonoroso harpejo
E a luz do sol vibrava esplendorosa.

Chegara enfim o dia desejado,
Ambos unidos, soluçara um beijo,
Era o supremo beijo de noivado!







Soneto do Amor total
(Vinícius de Moraes)



Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.

domingo, 21 de agosto de 2011

Quereria também...

Sempre quando penso ou comemoro o meu aniversário, vem a lembrança esta crônica de Sabino; uma crônica pra nenhum poeta pôr defeito. Uma oração para muitos incrédulos. A seta para muitos perdidos:

A última crônica
(Fernando Sabino)


"A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."

Crônica publicada no livro "A Companheira de viagem" (Editora Record, 1965)

Feliz aniversário!

A quase dois passos. A duas semanas e 6 dias do casamento. Chuva, frio e vento lá fora e muita fé no tempo da colheita, dos bons frutos cultivados a  ferro, a fogo e a plantões no aniversário da noiva. É isso aí. Hoje, é o dia dela, dia em que se comemora visceralmente pela vida concedida a Sua mais bela e imprescindível criatura, Sua filha amada, Ana Beatriz. Não pode a saudade ser mais forte que a certeza do amor, dos frutos do nosso amor. O vazio de agora também não é maior que o regozijo do retorno ao teu abraço, ao teu calor e ao teu sorriso iluminando o meu ser. 

Minha amada preciosa, que Deus continue a te abençoar e a te conservar nesta maravilhosa e tão estimada pessoa que és sempre com muitas alegrias, paz, saúde e conquistas! 

Votos de quem muito te admira, de teu eterno aliado,

Wilen Norat Siqueira.



E ao contrário do "poetinha", que diz:

A mulher que passa

Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!

Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida?
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.
Rio de Janeiro, 1938



eu a encontrei, que passava; e, agora, permanece em minha vida.

domingo, 14 de agosto de 2011

Assíndota da felicidade!

Entre ansiedade e imensa alegria, o coração teima a gritar: faltam pouco menos de quatro semanas para confirmarmos a bênção de Deus perante amigos e familiares. É puro êxtase! Palavras são estéreis; sentimentos à flor da pele; sentidos intensos e muita emoção para tentar descrever. 

Para mim, o seu sorriso, o seu abraço e o seu olhar bastam! Você, inteira, do jeito que Deus fez e conserva com toda a Sua infinita bondade e misericórdia! 

Assim, como diz a letra....

Amor, I love you
(Marisa Monte)

"Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você.
Isso me acalma
Me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo
Caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É um espelho sem razão
Quer amor fique aqui?

Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma
Me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo
Caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É um espelho sem razão
Quer amor fique aqui?

Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor que está aqui

Amor I love you
Amor I love you
Amor I love you
Amor I love you(bis)

Tinha suspirado
Tinha beijado o papel devotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas
sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saia
delas
Como um corpo ressequido
que se estira num banho tépido
Sentia um acréscimo de estima por si mesma!
E parecia-lhe que entrava enfim numa existência
superiormente interessante...
Onde cada hora tinha seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase...
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações..."



(Do Primo Basílio, Eça de Queiroz).

domingo, 7 de agosto de 2011

À flor da pele...

Não sei o que está acontecendo. A ansiedade típica de minha noiva, agora, passou pra mim. Acordei hoje com um terrível pesadelo: não tinha ainda o meu terno. Droga. O suficiente para me deixar angustiado e desanimado pela manhã....

Bem, lamúrias matrimoniais de lado, pois a labuta continua e tenho que matar muitos leões ainda hoje. 

Ps - 

Nosso convite:

Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes 
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

domingo, 31 de julho de 2011

Projeto matrimônio: dever de ser feliz.

A um mês e a uma semana e três dias... e o relógio reinventando o tempo. Ontem, foi o curso de noivas na paróquia Divina Providência, cenário sacrossanto da celebração de nosso casamento. Conhecemos pessoas e histórias ímpares; testemunhos de fé e de amor a dois, que souberam superar toda e qualquer dificuldade. Casais jovens e outros nem tanto; tradicionais ou heterodoxos. Não importa. Todos são autores e protagonistas de suas histórias de amor. Teimam ainda perguntar sobre a definição do amor; ora, o que é o amor? Sentido, sentimento ou verbo? É sentido, sentimento e verbo. É o coletivo de sentidos e de sensações. É a razão mais voraz que existe. É a vontade mais insaciável. É fonte interminável de querer sempre mais. É a riqueza do olhar, a luz do sorriso e calor do abraço.  

Amor, não se explica;  sente-se, vive-se e ama. 


1 Coríntios 13


1.Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
2.Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.
3.Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria!
4.A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.
5.Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
6.Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.
7.Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8.A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará.
9.A nossa ciência é parcial, a nossa profecia é imperfeita.
10.Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá.
11.Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.
12.Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido.
13.Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade.





Ps: Como já bem escreveu Mário de Andrade. Amar: verbo intransitivo

domingo, 17 de julho de 2011

"Não temas; crê somente!"

É inverno. Com sol lá fora e uma brisa letárgica. Restando pouco menos de dois meses, os ânimos continuem a inflamar e arrancar um doloroso suspiro de ansiedade em cada um de nós. Já foi a formatura; agora, os plantões. A cada dia, a cada plantão, sinto-me um balão esvaziando-se. E o novo ciclo teima a começar. 

Porém, este hiato não foi só cansaço ou lamento. É muita alegria e satisfação. Metas e planos sendo alcançados.     
Alegrias e paixões intensamente vividas. Carinho e amor sempre em nossas vidas. 

O que dizer a mais, se que o me vale e me faz viver é o brilho de seus olhos e a luz do seu sorriso; é o perfume de sua presença e o calor de sua pele. 

A ansiedade de hoje poderá ser a mola-mestre da maravilhosa vida vindoura. 

E assim , como a música da janela....



"Foi assim como ver o mar
A primeira vez que meus olhos
Se viram no seu olhar
Não tive a intenção
De me apaixonar
Mera distração
E já era o momento de se gostar
Quando eu dei por mim
Nem tentei fugir
Do visgo que me prendeu
Dentro do seu olhar
Quando eu mergulhei
No azul do mar
Sabia que era amor
E vinha pra ficar
Daria prá pintar todo azul do céu
Dava prá encher o universo da vida
Que eu quis prá mim
Tudo que eu fiz
Foi me confessar
Escravo do teu amor,
Livre para amar
Quando eu mergulhei
Fundo nesse olhar
Fui dono do mar azul
De todo azul do mar
Foi assim como ver o mar
Foi a primeira vez que eu vi o mar
Onda azul, todo azul do mar
Daria pra beber todo azul do mar
Foi quando eu mergulhei no azul do mar"
Composição: Ronaldo Bastos - Flávio Venturini

domingo, 1 de maio de 2011

Deus em nossas vidas.

Os ânimos estão inflamados. Datas, metas e planejamentos embaraçam nossas lentes, imprimem suas letras no caderno da vida carregados de taquicardia, dor no peito e fadiga física e mental. Ufa!. Esta suada noite de outono é testemunha da imensa alegria, do vislumbre e do desejo de a gente protagonizar o maior sonho, sonho real da felicidade, da história, de nós dois. 

Com a delicadeza de uma brisa e a serenidade de uma oração, levanto os braços e agradeço muito a Deus por todas as vírgulas, as pausas e as exclamações em nossas vidas porque a maior bênção é Ele em nossas vidas; eu para ela; e ela para mim. 

Enfim, entendendo esta suposta contradição entre o amor e o tempo - "(...)  A razão natural de toda esta diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. (...)" Do Amor e Tempo de Pe. Antônio Vieira - quanto mais o tempo passa, deixando suas inexoráveis impressões, mais apaixonado eu fico por ela, moldada por Deus para a perfeição: Ela tem defeitos; porém, é perfeita para mim.  


"Não te amo como se fosses a rosa de sal, topázio
Ou flechas de cravos que propagam o fogo:
Te amo como se amam certas coisas obscuras,
Secretamente, entre a sombra e a alma.

Te amo como a planta que não floresce e leva
Dentro de si, oculta, a luz daquelas flores,
E graças a teu amor vive escuro em meu corpo
O apertado aroma que ascendeu da terra.

Te amo sem saber como, nem quando, nem onde,
Te amo assim diretamente sem problemas nem orgulho:
Assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

Senão assim deste modo que não sou nem és,
Tão perto que tua mão sobre o meu peito é minha,
Tão perto que se fecham teus olhos com meu sonho."
Do Livro Cem Sonetos de Amor - Pablo Neruda.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Inestimável!

Não é porque não foi escrito, que ficamos sem histórias. Aliás, muita vida e muita história! Ontem, o Pe. Paulo marcou em sua agenda a nossa data. Com sua bênção e com sua alegria peculiar. 

Parte de mim, 

as horas continuam a todo vapor, sempre, de verso em verso, de prosa em prosa, nos brindando. A sua forma, sistema perfeito de métrica; a sua voz, a mais bela sinfonia; o seu perfume, o maravilhoso ar que respiro; a sua presença rica, preciosa, tesouro inestimável de nossa história. 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cupcakes

Ano novo, vida nova! E vamos q vamos nos preparativos porque já está mais do que na hora.

Como boa noiva que sou, estou cadastrada e recebo as promoções do Noiva Urbana . Até pouco tempo atrás nada tinha me chamado atenção(e a rotatividade das ofertas também não é muito alta). Mas, recentemente, recebi uma de cupcakes...

Sempre achei cupcakes muito bonitos rs, mas nunca pensei em fazer pro casório.Quero meu super bolo marrom. Mas pensei em fazer pro chá-de-panela. Mandei e-mail pra responsável (Luciana do Mundo dos Cupacakes) e ela me vendeu uma embalagem com 4 para eu experimentar pq eu não fecho NADA comestível em "grande quantidade" sem experimentar antes. Não é que são uma delícia?!

Escolhi a massa de chocolate com recheio de leite condensado e o confeito em coraçõezinhos. A massa estava super molhadinha e fofinha. Fechei para o meu chá que deve ser em agosto. Uma super economia! Uma qtd bem maior de cupcakes que o número de convidados do meu noivado e o preço ainda ficou beeem mais barato que o do meu bolo de noivado.


A foto não está muito boa e ele está meio desmanchado pq coloquei a embalagem na geladeira e sem querer botei uma vasilha em cima, ou seja, estraguei o design (mas o sabor não).

Beijos e amanhã tem mais contrato fechado. Vestido ontem (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!), cupcakes hj e músicos amanhã.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vozes do interior...

...de Minas Gerais...

Como um bom vinho, um bom relacionamento precisa de sua maturação, de seu aprimoramento. Deixando o clichê de lado, o nosso tempo, juntos, está agora no frescor e na brisa do interior Ipuiunense; das vozes sinceras e profundas do desejo de escrever ou tentar mais linhas de alegrias, de recompensa. O verde nunca foi tão verde; o céu tão azul; o canto dos pássaros e do vento tão marcantes na alma. O bouquet suave do seu sorriso, de sua voz e do seu contorno é vinho inigualável. Vinho que tem tantas representações: do clássico ao sacro; do popular à tradição aristocrática. O vinho que por si só dispensa comentários.

                                                              Fonte do Amores, Poços de Caldas, MG

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Sem dimensão.

É muito, mas parece que foi agora. Agora que me deparei com a mais linda das meninas; agora que meu coração está a mil; agora que meus olhos são os pontos mais luzentes; agora que tenho a força, a fé e a coragem de seguir em frente. Foram dez anos, mas poderia ser um milênio de máxima intensidade, de carinho, de acolhida, de alegrias, de paz, de união, de cumplicidade dos corpos e das almas. Ai, como é maravilhoso ter-te em meus braços e em minhas retinas. Ai, como é bom...

Já fiz prosa. Já fiz poema. Já fiz letra de música e histórias, nossa história marcada pelo amor; amor que une, que fortalece, que eterniza os laços de graça e de bênçãos de Nosso Deus sobre seus amados filhos, que, ao som da letra de Pixinguinha...

"Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu
Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza
Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer"



...é muito, mas quero mais!