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domingo, 21 de agosto de 2011

Feliz aniversário!

A quase dois passos. A duas semanas e 6 dias do casamento. Chuva, frio e vento lá fora e muita fé no tempo da colheita, dos bons frutos cultivados a  ferro, a fogo e a plantões no aniversário da noiva. É isso aí. Hoje, é o dia dela, dia em que se comemora visceralmente pela vida concedida a Sua mais bela e imprescindível criatura, Sua filha amada, Ana Beatriz. Não pode a saudade ser mais forte que a certeza do amor, dos frutos do nosso amor. O vazio de agora também não é maior que o regozijo do retorno ao teu abraço, ao teu calor e ao teu sorriso iluminando o meu ser. 

Minha amada preciosa, que Deus continue a te abençoar e a te conservar nesta maravilhosa e tão estimada pessoa que és sempre com muitas alegrias, paz, saúde e conquistas! 

Votos de quem muito te admira, de teu eterno aliado,

Wilen Norat Siqueira.



E ao contrário do "poetinha", que diz:

A mulher que passa

Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!

Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida?
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.
Rio de Janeiro, 1938



eu a encontrei, que passava; e, agora, permanece em minha vida.

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